No fim de uma obra ou de uma limpeza fica um monte só, e é aí que se perde dinheiro. Dentro dele estão duas coisas diferentes: entulho, que é um custo a remover, e sucata, que tem valor. Tratar as duas como se fossem a mesma é o erro mais comum e também o mais caro. Este guia mostra como se distinguem e o que fazer com cada uma no distrito de Braga.
A regra que resolve quase todos os casos
Se é mineral, é entulho. Se é metal, é sucata. Betão, tijolo, argamassa, cerâmica, telha, azulejo, pedra e reboco são resíduos de construção e demolição, os RCD, e na prática juntam-se-lhes a madeira e o gesso cartonado que saem da mesma obra. Não têm valor de revenda, ocupam muito volume e o objetivo é retirá-los e encaminhá-los para tratamento. O metal é outra história: ferro, aço, cobre, alumínio, inox e latão reciclam-se quase na totalidade e têm mercado.
Onde é que a confusão acontece
Não é no betão, que ninguém confunde. É na tubagem que saiu da parede, nos caixilhos de alumínio que se substituíram, nos radiadores que se tiraram, nos cabos que vieram com a instalação velha e no portão que se trocou. Sai tudo à mistura com o entulho, no mesmo monte e no mesmo dia, e é tudo sucata.
Três razões para não misturar
- Valor: o entulho paga-se para sair; a sucata é avaliada no local e conta a favor. O que muda não é o serviço, é a conta no fim.
- Destinos diferentes: entulho e sucata são tipos de resíduo distintos, com códigos e destinos de tratamento diferentes. Misturados, o encaminhamento correto complica-se.
- Menos volume: cada peça de metal que sai do monte é menos volume a remover e a tratar como resíduo de construção.
Uma remodelação em Braga ou Guimarães, na prática
Numa remodelação de cozinha e casa de banho saem betão e tijolo das paredes que se abriram, azulejo, loiça partida, madeira dos armários e gesso. Isso é entulho. Saem também os tubos de cobre, os caixilhos, os radiadores e os cabos. Isso é sucata. As duas recolhas fazem-se na mesma combinação, e é isso que evita ter de chamar dois serviços e coordenar duas deslocações à mesma casa.
E numa oficina ou armazém
Quando o metal vem de uma oficina ou de uma unidade industrial em Barcelos, em Vila Nova de Famalicão ou em Fafe, a proporção inverte-se: quase tudo é sucata e o entulho é o resto. Aí a conversa deixa de ser sobre separar e passa a ser sobre com que frequência se recolhe.
Uma exceção que vale a pena reter
Eletrodomésticos e equipamentos elétricos não são entulho nem sucata comum: são REEE e têm circuito de recolha próprio, tal como os veículos em fim de vida. Se aparecer algum no meio da limpeza, diga-o antes e indicamos-lhe como se encaminha. Num veículo, o cancelamento da matrícula depende do certificado de destruição emitido por um centro de abate licenciado.
O que fazer
- Não precisa de separar tudo à mão: junte o que tem.
- Descreva o que há de cada tipo, para se combinar a recolha certa.
- Marque a recolha no local, no seu concelho.
- A sucata é avaliada no local e o entulho segue para tratamento.
Tem uma obra ou uma limpeza no distrito de Braga com metal e entulho à mistura? Descreva o que tem através do formulário do site e tratamos das duas recolhas de uma vez.
Perguntas Frequentes
Os tubos de cobre e os caixilhos de alumínio são entulho?
Não. São sucata metálica, têm valor e reciclam-se. Entulho é o mineral, betão, tijolo, cerâmica e telha, mais a madeira e o gesso que saem com ele.
Tenho de separar antes de vocês chegarem?
Não. Junte o que tem e descreva-o; a separação faz-se na recolha. O que importa é que o metal não vá para o lixo com o entulho, porque tem valor.
Um esquentador velho é sucata?
É um equipamento, por isso pergunte antes: eletrodomésticos e equipamentos elétricos são REEE e têm circuito próprio. Diga o que tem e indicamos-lhe como se encaminha.
Fazem as duas recolhas de uma vez?
Sim, entulho e sucata na mesma combinação, no distrito de Braga, no local onde está o material.